quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Cartazes AIDS




segunda-feira, 19 de novembro de 2012



Admirável Mundo Novo

Recebi o texto abaixo via e-mail há algum tempo e fiquei me perguntando será que nossos avós tinham mais consciência ecológica do que nós? Será que padrões adotados antigamente para a sobrevivência humana na Terra era mais salutar ou os mecanismos que usamos hoje e a procura incessante de melhor qualidade com produtos descartáveis nos leva a um beco sem saída? Opine e deixe sua resposta aqui neste blog.

DESABAFO

Na fila do supermercado, o caixa diz a um senhor idoso:
- O senhor deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.
O senhor pediu desculpas e disse:
- Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu:
- Esse é exatamente o nosso problema hoje, meu senhor. Sua geração não se preocupou o suficiente com  nosso meio ambiente.
- Você está certo – responde o senhor – nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes. Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo.
Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões. Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente.
Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas. Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias.
Naquela época tínhamos somente uma tevê ou rádio em casa, e não uma tevê em cada quarto. E a tevê tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como? Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não se precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade. Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente.
Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte. Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época.
Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não queira abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

domingo, 5 de agosto de 2012

Pensador

Para as primeiras gerações que curtiram RAP no Brasil este cara foi que abriu caminho para toda a galera vir para fazer música. Emplacou várias música de sucesso, mas a melhor de todas sem sombra de dúvidas foi "Quero Chutar a cabeça  do Presidente". Entretanto este vídeo mostra o que é prazer de fazer música e escrever que conforme ele vale a pena.


Vamos Viver

Na aula de sexta-feira, dia 03 de agosto, passei ao meus alunos a música do Hebert Vianna - Paralamas do Sucesso - Vamos Viver. Não havia encontrado a música, mas quem quiser escutar a música de que falo. Assista o vídeo.



quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Não culpem meus vilões queridos....

Se você tem mais do quarenta anos certamente se encaixará no que Eliane Brum, colunista da Revista Época escreveu sobre o maluco que adentrou no cinema atirando nas pessoas nos Estados Unidos. A nosso necessidade de culpar alguém é grande e às vezes apontamos para o lado errado. Para quem das novas gerações fica uma outra visão daquilo que a imprensa e a mídia tenta nos meter como politicamente correto, mas o que será politicamente correto? 
Grifo meu, nas parte que julguei interessante, mas se quiser todo artigo na íntegra acesse: "Não atirem no coringa"

Quando eu tinha 8 anos, minha mãe fez uma oferta inédita. Ela tinha ganhado um dinheiro extra em algum trabalho como professora, talvez corrigindo redações de vestibular, e me levou a uma loja dizendo: “Escolha o que você quiser”. Fiquei extasiada. Na minha infância, ao contrário de hoje, se você pertencia a uma classe média remediada, só ganhava presentes no Natal e no aniversário – e eram limitados. Assim, a oferta da minha mãe equivalia à abertura da caverna de Ali Babá de repente, sem aviso e num dia de semana. Olhei para um lado, olhei para o outro, e fui atraída por um objeto reluzente, a réplica exata de um revólver calibre 38, tão fiel que muitas vezes depois seria confundido com um de verdade. “Quero o revólver”, eu disse, para espanto geral da minha mãe, da vendedora da loja e, depois, do restante da família. Você não quer uma boneca? “Não, eu quero o revólver.” 
Eu não era estranha às armas de mentira. Passara os últimos anos matando ou sendo morta pelo meu irmão do meio, assim como pelos amigos. Morria ora como cowboy, ora como índio. Por influência ideológica, lá em casa os índios tinham seus dias de glória ao vencer a cavalaria americana. Mas também fui assassinada pelo martelo do Thor, asfixiada pela teia do Homem Aranha e trespassada pela espada do Zorro. Morri dezenas, talvez centenas de vezes, antes de completar 10 anos. E comandei massacres quando ainda era menor de idade. Alguns dos melhores momentos da minha infância foram vividos quando matava ou morria alegremente nas brincadeiras, ressuscitando a tempo de comer o bolinho de chuva da minha mãe. 
Mas nunca matei um único passarinho real na minha infância, em uma época na qual isso era comum. Aprendi a pegar os insetos que apareciam em casa pelas asas ou pelas patas e devolvê-los ao lado de fora sem lhe causar danos, exceto baratas e pernilongos. No dia em que matei um filhote de barata, porém, fiquei tão culpada que tentei imortalizá-lo em uma pobre novela escrita em um caderno decorado. Jamais tive ou teria uma arma de verdade, inclusive porque jamais conseguiria usá-la. Votei pela proibição do comércio de armas de fogo e munição no plebiscito de 2005. E, como jornalista, dediquei uma parte significativa da minha vida a denunciar a violência contra os mais fracos e os invisíveis. O que não me impede de ainda hoje explodir cabeças no videogame sempre que possível. 

Dias Finais


O final do ano está aproximando e com a dúvida cruel de que realmente o mundo poderá acabar. Como não creio nesta balela toda de fim do mundo, creio que seremos mais uma vez jogado neste abismo da crendice popular de que tudo está por um fio. Entretanto, se mundo realmente acabar, eis algumas sugestões que duas alunas minhas deram para um fim muitíssimo próximo.

O Dia Final
São duas horas da manhã, os repórteres estão falando que amanhã será o último dia na terra. Estou acordada e pensando no que fazer amanhã, pois é, um dia incomum, afinal o mundo se acabará. Poderia assaltar uma loja, um mercado, ou um banco, pois imagino que não haverá leis e nada será de ninguém, mas de nada me adiantaria se não puder aproveitar o dinheiro depois. Quem sabe me despedir dos meus parentes, mas não é uma boa ideia, pois haverá muito choro e não gosto de despedidas.
Posso muito bem fazer aquelas coisas que sempre tive vontade. Saltar de paraquedas, por exemplo, mas imagino que não serei a única com esta vontade. Tenho desmaios e eu não quero passar meu último dia de vida e não quero passar meu último dia de vida em um hospital, o que me parece irônico, pois pra que cuidar de doentes sabendo que depois de amanhã todos vão morrer.
Posso ir a igreja orar por misericórdia e pedir perdão por meus pecados, mas posso fazer isso em casa que com certeza Deus vai me ouvir. Acho que a melhor opção é viver esse dia como outro qualquer. É nesse momento que a frase “viva cada dia como se fosse o último” se veste de verdade ou simplesmente se torna uma grande ironia.
Alice Guariniri – 2º Ano 7 / Escola Paulo Medeiros

Meu Último Dia
Apenas um dia e tantos sonhos, tantas vontades proibidas, mas o que fazer? Conversar apenas com Deus, curtir com os amigos, aproveitar o namorado ou fiar com a família? Tantos pensamentos e nenhuma decisão, nunca passei por tamanha dificuldade. Estar aqui no melhor lugar do mundo: o meu quarto. Ler as cartas que ganhei durante esses anos, relembrar os bons e maus momentos, pois já decidi o que vou fazer para aproveitar esse meu último dia.
Depois de ler as cartas, conversar com Deus, aquele que tanto me ajudou durante todo esse tempo. Após o momento de reflexão procurarei as amigas. Depois o namorado, aquele que tanto me deu amor e carinho. E assim vai anoitecendo, voltarei para casa onde a família estará reunida. Após o jantar deitarei na rede, pois estarei muito cansada. Olharei para o céu e um pequeno descuido fecharei os olhos e adormecerei.
Heloiza da S. Domiciano – 2º Ano 7 / Escola Paulo Medeiros

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O universo paralelo dos celulares fora de moda


Todo ano o mercado lança vários modelos de aparelhos eletrônicos para seduzir o usuário. São aparelhos que muitas vezes só não conseguem orar por nós, mas fiquem tranquilos meus amigos, isto fatalmente já "estará sendo providenciado".  
Entretanto a natureza é a mais prejudicada, pois quanto menor a tecnologia, a agressão é maior contra ela.  A tirinha do Chico Lam, que publica diariamente no Jornal A Notícia de Joinville, mostra bem isto. 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

 O FUTURO DOS RELACIONAMENTOS 

O ser humano é o único animal que consegue projetar o seu futuro. Seja na vida pessoal ou coletiva, mas realizá-lo, bom aí já é outra história. Por isto fico me perguntando como serão os relacionamentos daqui a vinte anos. Serão como os de hoje, voltarão a ser como foram no passado ou terão uma nova cara. 

Antes de prosseguir é importante esclarecer que aqui só será falado de relacionamentos, pois o amor como todos sabem é um sentimento e como tal: nunca muda. Ele no fundo é como um grande brilhante que precisa ser lapidado. Ou uma orquídea especial que precisa de cuidados intensos para não se sucumbir. Mais ainda, como uma criança que precisa e reclama de carinho e atenção. 

Entretanto os relacionamentos daqui a vinte anos estarão muito mudados ou não. Certamente do muito do que se tem hoje, pouco restará, pelo menos fique a parte boa e não a parte ruim. Gostaria que ficasse a liberdade de escolha, de poder saber se tal pessoa é boa ou ruim para mim e que desta escolha eu pudesse projetar o meu futuro. Mas não gostaria que ficasse a falta de auto-estima, o medo, a suspeita, a hipocrisia e a falta de sensibilidade que são tão comuns em nossos dias. 

Também não creio que viveremos como nossos pais ou avós, pois voltar ao tempo deles seria um retrocesso as nossas conquistas pessoais e coletivas. É inimaginável pensar que pais ainda decidem a vida dos seus filhos e estes se deixam levar, não que isto não seja mais possível, mas como vão querer que seus filhos cresçam sem se arriscar a machucar. A descobrir que a vida não só feita de regalias, mas sim de muita luta e perseverança e que no final tem de valer a pena. 

Por outro lado, o futuro dos relacionamentos é muito difícil de ser respondido assim rapidamente. Creio que os homens e mulheres de vinte anos à frente encontrarão formas para se relacionarem bem diferentes das nossas. Quem sabe eles encontrem uma forma em que se machuquem menos e sofram menos. Talvez até exista uma droga ou remédio que alivie a dor de ser sozinho, da baixa estima, da solidão, mas que no fundo encontrem ou melhorem as suas formas de serem felizes.